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O processo de mentoring

Atualmente a palavra “mentor” é designada para caracterizar pessoas que guiam, aconselham ou orientam o mentorado.  É uma prática antiga, datada de vários séculos atrás e que se tornou muito comum nos EUA, como uma maneira de repassar conhecimentos e experiências para quem está num momento de vida que necessita deste apoio. No Brasil vem crescendo este tipo de atendimento há alguns anos. O mentor é necessariamente a pessoa mais capaz de cuidar de pessoas com menor experiência.

Dentro das organizações, mentores podem ser colegas ou gestores de trabalho, ou mesmo pessoas designadas para este fim. Geralmente são pessoas com mais experiência, com expertise em alguns assuntos e que simbolizam um modelo, uma liderança ou um desafio para o mentorado. Fora das organizações podem ser profissionais que tenham perfil adequado às exigências do processo.

O objetivo da mentoria é poder agregar ao mentorado conhecimentos e experiências que lhe ajudem a alavancar sua carreira dentro da empresa ou até a procurar por novos rumos na sua trajetória profissional. 

As atividades do processo de mentoring podem ser ligadas a várias áreas tais como, educação ou acadêmica, profissional, grupos de interesse específico e desenvolvimento pessoal em geral.  Caso num primeiro momento o mentor identifique necessidades diferentes do objetivo do processo de mentoring, deverá dar encaminhamento a outros enfoques tais como psicoterapia ou processos de coaching.

Para que o processo de Mentoring venha a atender as necessidades do mentorado é necessário:

  • Estabelecer um processo com base sólida e abordagem focada em técnica, procedimentos, etapas e conclusão;
  • Promover um relacionamento de confiança mútua;
  • Comprometer mentor e mentorado ao cumprimento de prazos e etapas que o processo demanda, e
  • Promover mudanças no mentorado dentro de sua expectativa e realidade de mercado ou de vida.

O processo de mentoria deve trazer impactos individuais, promovendo mudanças nas áreas diversas onde o mentorado circula. A “quebra de barreiras” beneficia todos os grupos envolvidos, oportuniza novas aprendizagens e fazem os mentorados terem uma visão maior de seu papel na sociedade.

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Por: Arlete Zagonel Galperin

Mestre em Organizações e Desenvolvimento (FAE); Pós-graduada em RH (PUC); Graduada em Psicologia (UTPR); Diretora da ABRH-PR; Diretora/Consultora de RH da ZHZ Consultores em processos de assessment, Programas de desenvolvimento de lideres e equipes e orientação de mercado.